segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Consciência ambiental

Empresas se preocupam cada vez mais
com meio ambiente
Seja por força da legislação ou por exigência do mercado, é cada vez maior o número de indústrias que aderem às práticas socioambientais de gestão. Isso porque, de acordo com Nilton Farnasari, diretor do Departamento de Meio Ambiente da Fiesp, ao invés de custo, os empresários estão enxergando lucro nessas ações. “Hoje, mais de três mil empresas possuem o ISO 14001, norma técnica que estabelece critérios de gestão ambiental. No mundo, o Brasil é o 15ºcolocado em certificação mundial”, afirmou Farnasari, durante evento da VIII Semana Fiesp de Meio Ambiente.

Ao falarem de suas experiências na área, representantes do setor produtivo mostraram que a consciência ambiental já é uma realidade no mundo corporativo. Na opinião de Marcelo Kós Silveira Campos, gerente de assuntos técnicos da Associação Brasileira das Indústrias Químicas (Abiquim), a preocupação com questões ambientais são fundamentais, principalmente, em um setor de alto risco ambiental como o químico.

Para agregar valor aos produtos e aumentar a competitividade no mercado, muitas empresas químicas estão tratando do tema meio ambiente de forma sistêmica. Ou seja, além de incorporarem ações de segurança ambiental em suas plantas, estão aprimorando o instrumento de prestação de conta pública sobre suas atividades. “Antes o mercado se contentava com o balanço financeiro da empresa. Hoje ele quer um relatório de sustentabilidade que demonstre que as práticas da empresa visão um equilíbrio econômico e socioambiental”, observou Campos.

Outro exemplo de maturidade com relações às questões ambientais vem da Siemens, empersa do setor de eletroeletrônicos. Para cumprir sua missão, que visa garantir os negócios futuros sem perder de vista as questões ambientais, a empresa alemã desenvolveu softwares de controle ambiental. “Por meio desse sistema, monitoramos 3.500 aspectos ambientais em nossos processos produtivos”, informou Wagner Giovanini, diretor de gestão ambiental e de qualidade da Siemens.
 

Financiamento para incentivar empresas do mundo todo a adotarem práticas sustentáveis, em junho de 2003, o International Finance Corporation (IFC), instituição vinculada ao Banco Mundial que fornece financiamentos a projetos da iniciativa privada, criou uma série de exigências, conhecida como "Princípios do Equador". Tratam-se de diretrizes socioambientais que as instituições financeiras precisam adotar para fornecerem financiamentos às empresas.

No Brasil, bancos, como o ABN Amro Real, o Itaú e o Unibanco, aderiram a esses princípios e passaram a oferecer linhas de crédito bancário para companhias interessadas em tornar sustentáveis seus processos produtivos. Em 2005, o Itaú destinou R$ 150 milhões a projetos de cunho ambiental, como os que visam à criação de sistemas de reaproveitamento de água e de eficiência energética. Já o ABN Amro Real, nesse mesmo ano, financiou US$ 600 milhões para a construção de uma usina de energia eólica no País.

Mariana Ferreira, Agência Indusnet Fiesp 

Texto tirado de: http://www.fiesp.com.br/agencianoticias/2006/06/09/7297.ntc

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